DR. EDSON SILVA FILHO

SÍNDROME METABÓLICA

O que é Sindrome Metabólica

É comum observar a associação entre diabetes tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemia no mesmo indivíduo. Esse agrupamento de fatores de risco caracteriza a Síndrome Metabólica (SM), condição que reflete resistência à insulina e aumento significativo do risco cardiovascular.

Quando uma pessoa apresenta simultaneamente diabetes, hipertensão e alterações lipídicas, a probabilidade de Síndrome Metabólica é elevada — devendo-se confirmar pelos critérios diagnósticos formais (circunferência abdominal, triglicerídeos, HDL, pressão arterial e glicemia).

Na Síndrome Metabólica, o organismo precisa produzir quantidades maiores de insulina para manter a glicose no sangue dentro dos valores normais.

Isso acontece porque as células — principalmente do músculo, fígado e tecido adiposo — passam a responder menos à ação da insulina. Como consequência, o pâncreas aumenta a produção desse hormônio para compensar essa dificuldade.

Quando a insulina permanece elevada por longos períodos, dizemos que há resistência à insulina.

Esse quadro pode evoluir silenciosamente por anos e está associado a maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, alterações do colesterol e doenças cardiovasculares. Identificar e tratar precocemente é fundamental para reduzir riscos e preservar a saúde metabólica.

Síndrome Metabólica e Resistência Insulinica

A elevação da insulina mantem a glicose normal, mas não evita os risco cardiovasculares

Gordura Abdominal

A gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, está fortemente associada à Síndrome Metabólica. Esse tipo de gordura é metabolicamente ativo, favorece resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e alterações nos níveis de glicose, pressão arterial e colesterol. Quanto maior a circunferência abdominal, maior o risco cardiometabólico.

A gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, está fortemente associada à Síndrome Metabólica.

Qual é importância do diagnóstico da Síndrome Metabolica?

A hiperinsulinemia crônica está associada a um estado pró-inflamatório e pró-aterogênico, contribuindo para disfunção endotelial e maior risco de eventos cardiovasculares e microvasculares, como infarto, AVC, nefropatia e retinopatia.

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